| Soja
em números (safra 2004/2005)
Soja no mundo
Produção: 216,3 milhões de toneladas
Área plantada: 92,6 milhões de hectares
Complexo Agroindustrial da Soja movimenta aproximadamente U$ 215 bilhões/ano
Soja na América Latina
Produção: 95 milhões de toneladas
Área plantada: 40,2 milhões de hectares
Soja nos EUA ( maior produtor mundial do grão) - Produção: 85,50 milhões de
toneladas
Área plantada: 29,93 milhões de hectares
Custo de produção: US$12,00/saca de 60kg
Produtividade: 2.86 Kg/ha
Fonte: www.ers.usda.gov/data/sdp
Soja no Brasil (segundo maior produtor mundial do grão)
Produção: 50,19 milhões de toneladas
Área plantada: 23,104 milhões de hectares
Custo de produção: US$11,00/saca de 60Kg
Complexo Agroindustrial da soja movimenta U$ 30 bilhões
Produtividade média: 2.173 kg/ha
Produtividade do MT: 2,810 mil Kg/ha
Produtividade do PR: 2,30
MT (maior produtor brasileiro de soja)
Produção: 16,927 milhões
Área plantada: 6,024 milhões
Produtividade: 2,810 mil Kg/ha
PR (segundo produtor brasileiro de soja)
Produção: 9,387 milhões de toneladas
Área plantada: 4,08 milhões de ha
Fonte: CONAB
Julho 2005
União Européia quer comprar soja convencional do Paraná
Técnicos da Secretaria da Agricultura, do Departamento de Estudos Sócio-econômicos
Rurais (Deser), representantes da Federação dos Trabalhadores
na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul/CUT) e a deputada
estadual Luciana Rafagnin (PT) reuniram-se na terça-feira (30) em Curitiba
para discutir a possibilidade do Paraná ofertar soja convencional a
países da União Européia.
Entre os dias 17 e 23 de outubro, uma comitiva européia vai visitar
o Paraná para analisar o potencial de oferta de soja convencional.
A delegação, formada de autoridades, empresários e dirigentes
de cooperativas de 35 regiões européias livres de transgênicos,
será liderada pelo vice-presidente do Conselho Regional da Bretanha,
Pascale Loget, que já esteve no Paraná, onde firmou acordo com
o governador Roberto Requião. Segundo Loget, os europeus querem conhecer
os mecanismos de produção e comercialização de
soja não-transgênica do Paraná.
Os técnicos discutiram questões relacionadas à certificação
da cadeia de soja pura, a rastreabilidade e a segregação. Entre
os assuntos, foi questionado como garantir que o produtor paranaense continue
a produzir soja convencional, já que foi liberado o plantio de soja
transgênica no Brasil, sem critérios de biossegurança
definidos.
O engenheiro agrônomo da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal
(DDSV), Marcelo Silva, responsável pela fiscalização
de transgênicos no Paraná, afirmou que a vinda da comitiva européia
demonstra a crescente rejeição no mercado mundial por produtos
geneticamente modificados. “É justamente para atender toda essa
demanda que o Paraná defende a soja convencional”, lembrou. Segundo
Silva, o Governo do Estado garante o fornecimento de sementes de soja convencional
a todos aqueles produtores interessados em cultivar um produto livre de transgenia.
Mercado - De olho no mercado, o Governo do Paraná vai continuar incentivando
o plantio de soja convencional. Em decorrência da liberação
do plantio de soja transgênica no País há a tendência
de que diminua a oferta de sementes convencionais. Assim, os preços
pagos pelo produto não-transgênico tendem a subir. “Por
isso, o Estado oferece o insumo mais básico de toda a certificação
da cadeia de soja pura: as sementes convencionais”, lembrou Silva.
Nesta safra, o Paraná garante a oferta de 4,2 milhões de sacas
de 50 quilos de sementes de soja convencional. “O suficiente para cultivar
toda a área do Estado destinada à cultura”, disse o engenheiro
agrônomo.
Produtividade - Tradicionalmente, no Rio Grande do Sul, a produção
de sementes de soja convencional era de quatro milhões de sacas por
ano. “Hoje, não chega a 8% disso”, comentou. Silva lembrou
que o produtor gaúcho acabou optando por plantar grãos de soja
geneticamente modificada, contrabandeada da Argentina. “As conseqüências
são graves e traduzem a situação do segmento naquele
Estado. Prova disso é a menor produtividade das lavouras gaúchas.
Principalmente, quando comparada com as do Paraná”, afirmou.
Segundo levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), na safra
2004/05 a produtividade da soja gaúcha foi de 565 quilos por hectare.
Já o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura,
informou que, na mesma safra, a produtividade do grão cultivado no
Paraná foi de 2.300 quilos por hectare.
De acordo com a Primeira Estimativa de Plantio da Safra de Verão 2005/06,
anunciada nesta segunda-feira (29) pelo vice-governador e secretário
da Agricultura, Orlando Pessuti, o Paraná pode produzir 12,13 milhões
de toneladas de soja. Segundo Silva, para atingir a produção
esperada é importante que o agricultor paranaense opte pela cultura
convencional.
Prejuízos - Além de se ver obrigado a plantar grãos de
soja transgênica, por não haver oferta suficiente de sementes
de soja geneticamente modificada, o produtor que optar pelos transgênicos
tem que estar preparado para a cobrança de royalties. “É
uma questão de dependência tecnológica de empresas estrangeiras
que dominam a biotecnologia. Hoje, são cobrados R$ 0,88 por quilo de
sementes transgênicas certificadas. Isto equivale ao um gasto de R$
50,00 por hectare”, disse. Além disso, o produtor que optar pelo
uso de grão para a semeadura vai ficar obrigado a pagar uma taxa de
2% de sua produção pelo uso indevido da tecnologia. Silva destacou
ainda que o uso de grão como semente, na Safra 2005/06, está
proibido por lei.
Agricultura familiar - A defesa da soja convencional é reforçada
pelos representantes da Agricultura Familiar. “Defendemos um Paraná
livre de transgênicos”, comentou o coordenador-adjunto da Fetraf-Sul,
Marcos Rochinski.
Segundo ele, é necessário firmar uma parceira entre a Federação
dos Trabalhadores na Agricultura Familiar e o Governo do Estado para que seja
criado um programa que incentive a produção de soja não-transgênica
por parte dos agricultores familiares do Paraná. “É uma
questão social, econômica e política. A produção
de soja convencional é mais uma alternativa para nossos agricultores”,
disse.
Cerca de 80% da soja produzida no Paraná é proveniente de propriedades
de agricultores familiares. “Já que temos essa grande representatividade
na produção, por que não termos uma maior participação
na comercialização da soja convencional com outros países?
Afinal de contas, somos nós, os pequenos produtores, que mais defendemos
o cultivo da soja não-transgênica”, questionou.
Para Rochinski, com a visita da comitiva européia, cresce a perspectiva
de exportar parte da produção de soja da agricultura familiar
do Estado. “Por isso, precisamos organizar melhor nossa produção.
Assim, nossos agricultores familiares vão poder a soja pura que produzem”,
afirmou.
Data: 01-09-2005
Fonte: AEN http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/
Agricultores
do Paraná vão exportar soja convencional à França
Os produtores de soja convencional ligados à Federação
dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul) vão poder exportar
a produção para a União Européia. A parceria envolve
a Fetraf-Sul, Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai Ltda (Cotrimaio)
e empresas da França. Marcos Rochinski, coordenador estadual da Fetraf-Sul,
explicou que o processo faz parte de intercâmbios que vêm sendo
estabelecidos há mais de dois anos com a Europa.
Delegações da Fetraf-Sul articularam com ONGs da União
Européia a exportação de soja convencional destinada
à produção de alimentos para o consumo humano e de animais.
Para garantir a produção, a Fetraf e os sindicatos de trabalhadores
rurais estão cadastrando os agricultores. O projeto é coordenado
por Martinho Manoel da Silva, ligado ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Do Sudoeste paranaense devem ser exportadas 200 mil sacas de soja nesta safra.
Marcos esclareceu que “mesmo que a gente tenha tido problemas com a
estiagem, nós temos condições”. A Fetraf e os sindicatos
de trabalhadores devem reforçar o projeto porque nos países
da União Européia há uma grande demanda por soja convencional.
“Aquilo que se fizer nesta safra é uma forma de consolidar um
mercado na Europa”, salienta Marcos.
Expansão - Nilton Fritz, engenheiro agrônomo da Emater de Francisco
Beltrão, que assessora produtores orgânicos, considera possível
os produtores de soja orgânica e convencional atenderem a demanda solicitada
pelos clientes da França. A produção da soja que será
exportada pelos agricultores paranaenses terá um acompanhamento.
O coordenador estadual diz que as entidades participantes do projeto estão
otimistas “porque o peso que algumas autoridades jogaram neste projeto
é muito importante. Tivemos visitas de governadores e deputados e ONGs”.
Na França há regiões como a Bretanha, que assumiram o
debate sobre a produção e importação de soja não
transgênica na Europa, dentro da proposta de auto-sustentabilidade.
Marcos informa que a Fetraf definiu a região Sudoeste como a fornecedora
de produtos convencionais por suas características de predominância
de agricultura familiar (minifúndios), a articulação
das organizações sindicais e cooperativas de produção
da agricultura familiar. A partir da consolidação do projeto
no Sudoeste, ele deve ser expandido para outras regiões. O coordenador
da Fetraf ressaltou que “pela situação criada no Rio Grande
do Sul com os transgênicos, seria difícil justificar aos europeus
que não se trata de soja transgênica”.
Precaução - A posição do Governo do Paraná
contrária ao plantio de transgênicos foi um dos fatores que permitiu
a articulação do Paraná com a União Européia.
Os aspectos técnicos, a produção, organização
e a logística são acompanhados pela Fetraf e Cotrimaio. A cooperativa
de Três de Maio (RS) está preparada para fazer a coleta, armazenagem,
análises e a exportação da soja.
As empresas importadoras estão adotando a perspectiva de poder contar
com a produção de soja sustentável, já que na
opinião de Marcos “a União Européia tem consciência
maior, tem a preocupação de que produtos produzidos não
estejam degradando o meio ambiente, seja na Europa ou em outras partes do
mundo”.
Data: 15-02-2006
Fonte: AEN http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/
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